'Vais ficar a ver navios', 'Calhandreira' ou 'Rés-vés Campo d'Ourique' são algumas das expressões que nasceram em Lisboa, mas que até aos dias de hoje são usadas um pouco por todo o país. O site Lisboa Secreta fez o levantamento de algumas destas expressões históricas.

Calhandreira

É uma expressão que remonta aos séculos XVII ou XVIII e está relacionada com o calhandro, o penico usado na época pelas famílias mais ricas e que era despejado e lavado pelas serviçais dessas famílias. Como essas mulheres aproveitavam esse momento para pôr a conversa em dia, o termo calhandreira nasceu para se referir a alguém que gosta de se meter na vida alheia.

À grande e à francesa e Farrobodó

Estas duas expressões nasceram em pleno Palácio Chiado e estão ambas relacionadas com os grandes banquetes servidos por Joaquim Pedro de Quintela, o primeiro Conde de Farrobo, no então Palácio Quintela. Farrobo deu origem a farrobodó (e não forrobodó) e a expressão é usada até aos dias de hoje.

Rés-vés Campo d`Ourique

Há várias teorias sobre esta expressão, mas a mais consensual está relacionada com o Terramoto de 1755 e ao violento maremoto que se seguiu. Este atingiu quase toda a cidade, mas não chegou ao bairro. Por um triz, ou seja, mesmo à justa.

Caiu o Carmo e a Trindade

Esta é mais uma expressão relacionada com o Terramoto de 1755 e que continua a ser usada em relatos de situações dramáticas. O terramoto provocou a destruição dos antigos conventos do Carmo e da Trindade. A destruição foi tal, que a população espalhou a mensagem: “Caiu o Carmo e a Trindade!”

Ficar a ver navios

Deixar passar uma grande oportunidade é o mesmo que dizer que ficou a ver navios! Há duas teorias sobre esta expressão: Uma sobre os lisboetas que não acreditavam na morte de D. Sebastião e ficavam neste local à espera que o Rei regressasse num navio. Outra, vem do tempo dos Descobrimentos em que subiam às colinas para ver chegar os navios que chegavam das Índias, de África e do Brasil.

Meter o Rossio na Rua da Betesga

Tentar colocar um móvel grande num espaço pequeno é como meter o Rossio na Rua da Betesga. Trata-se de uma rua de liga o Rossio à Praça da Figueira e que tem apenas 35 metros.

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