A história, como a conhecemos, foi pautada por grandes momentos de emancipação feminina e de luta da igualdade.

Numa temática tão vasta, de mulheres que desafiam as normas restritivas da sociedade, surgem 7 livros de que documentam viagens de mulheres pelo mundo. Sendo mulher, viajar sozinha pode levantar alguns receios, mesmo nos dias de hoje – no entanto, estes livros recordam-nos de como era fazê-lo há algumas décadas atrás.

1.    All God's Children Need Traveling Shoes, Maya Angelou, 1986
A tradução para português é “Todos os filhos de deus precisam de sapatos de viagem”. Em 1962, a poetisa, música e intérprete Maya Angelou reivindicou outra peça da sua descendência africana ao mudar-se para o Gana, juntando-se a uma comunidade de "Retornados Revolucionistas" inspirada pela promessa do pan-africanismo. Este livro é uma exploração literária e percetiva do que significa ser afro-americana no continente-mãe, onde a cor já não importa, mas onde a identidade americana continua a afirmar-se.

2.    The Nomad: Diaries of Isabelle Eberhardt, Isabelle Eberhardt
A jovem Isabelle de uma família suíço-russa, fugiu com 20 anos da sociedade de classe média da Europa em 1897 em busca da cultura nómada no Norte de África. Indignada com as atitudes dos colonos franceses em Marrocos e na Argélia, procurou tribos indígenas, e quando a feminilidade ameaçou limitar as suas explorações, a jovem vestiu-se com roupas masculinas e viajou sob o nome Si Mahmoud. Este livro é uma viagem cultural, emocional e descreve as suas experiências com drogas, sexo e o espiritualismo sufista. Embora a autora nunca tenha manifestado abertamente uma identidade de género, ela é defendida como pioneira precoce na fluidez do género e uma das primeiras viajantes LGBTQ+.

3. Tell My Horse, Zora Neale Hurston, 1938
Zora Neale Hurston foi uma antropóloga, folclorista, roteirista, cineasta e escritora norte-americana. Durante a vida, Zora escreveu cerca de 50 contos, peças e ensaios. Este livro, é um relato em primeira mão dos estranhos mistérios e horrores do voodoo, “Tell My Horse” é um recurso e um guia fascinante. Baseado nas experiências pessoais da autora no Haiti e na Jamaica, onde participou como iniciante e não apenas como observadora das práticas de voodoo durante as suas visitas na década de 1930, este relato de viagem pinta um quadro vividamente autêntico de cerimónias, costumes e superstições de grande interesse cultural.

4. Stories of the Sahara, Sanmao, 1976
Fascinada pelo deserto Saara, a escritora Sanmao parte para El Aaiún, no Saara Ocidental na esperança de se tornar a primeira mulher exploradora a atravessar a vastidão assombrosa do deserto. Já casada, Sanmao instala-se ao lado do povo indígena da região, e é confrontada por uma cultura e um estilo de vida que a cativam e fascinam. As aventuras que a escritora descreve são de cortar a respiração.

5. Triunfar al Extremo, Elsa Ávila, 2008
Conhecida por ser a primeira mulher latino-americana a atingir o cume do Evereste, Elsa Ávila escreveu este livro, em português “Triunfar ao Extremo”. No seu livro, a autora partilha a experiência de alcançar os cumes de muitas montanhas do mundo, bem como as experiências diárias, e superar os desafios que surgem em cada momento.
Tal como uma montanha, também este livro é bonito, desafiante e cheio de peripécias.

6. Around The World in Seventy-Two Days, Nellie Bly, 1890
“A volta ao mundo em 72 dias” é um livro de 1890 da jornalista Elizabeth Jane Cochrane, escrito sob o seu pseudónimo, Nellie Bly. Este, detalha a sua viagem de 72 dias ao redor do mundo. Com apenas uma pequena mala, Bly viajou cerca de 40.057 quilómetros e chegou a Nova Iorque em apenas 72 dias - um recorde mundial nessa altura. O livro está repleto de relatórios da viagem que se enquadram no estilo de reportagem.

7. Reflections of Eden: My Years With The Orangutans of Borneo, Birtué Galdikas, 1995
Em 1971, aos 25 anos, a primatologista, conservacionista, etóloga e escritora deixou o mundo que conhecia para as remotas selvas do Bornéu indonésio. Esta, tornou-se mãe substituta de uma "família" de orangotangos, e começou a sua jornada como especialista destes animais, sendo que antes do seu estudo de campo – que resultou neste livro – pouco se sabia acerca da espécie.  Esta obra relata as vivências diárias com esta espécie, que se tornou a sua vida.

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